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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

NUTRIÇÃO PARENTERAL

A nutrição parenteral é um tipo de alimentação dada através de uma veia, serve para complementar ou substituir completamente a alimentação oral (através da boca) ou entérica (introdução directa de alimentos ou medicamentos, com o auxilio de uma sonda na via digestiva). Uma pessoa que não pode, não consegue ou não deve alimentar-se utilizando o seu aparelho digestivo, necessita de uma outra maneira de alimentação que o mantenha num estado nutricional adequado, pois o paciente mal nutrido enfrenta com muita dificuldade as doenças e sistematicamente evolui para a morte quando não é revertida esta situação. Conforme a necessidade a nutrição parentérica pode ser parcial ou total.

Entre os indivíduos necessitados desta alimentação, podemos considerar, casos como: os recém-nascidos prematuros, cujo sistema digestivo não é capaz de digerir o leite de modo satisfatório à sua necessidade; pacientes submetidos a grandes cirurgias gastrointestinais que por vezes agravam-se com fistulas; pacientes com a síndrome do intestino curto. Esta alimentação pode ser feita em casa, desde que se tenha os devidos cuidados de assepsia e o paciente não tenha problemas em utilizar agulhas.

Como principal complicação, por tratar-se de uma solução altamente nutritiva, é a contaminação por bactérias e fungos que povoam os frascos. Para evitar este problema existem técnicas como a esterilização dos frascos e materiais, e a asséptica são extremamente necessárias.

O acesso venoso da nutrição parental total deve ser uma veia central para evitar a flebite ou flebotrombose que é a formação de coágulos numa veia, como também deve ser uma veia de grande calibre, próxima ao coração para evitar uma reacção inflamatória da veia, devido à concentração alta de glicose, um dos componentes desta alimentação, como também são: a água, os aminoácidos, os lípidos, o sódio, o potássio, o cálcio, o fósforo, o magnésio, as vitaminas ( A, B1, B6, B12, C, D, E e K ) e os minerais ( ferro, zinco, cobre, cromo e iodo).
publicado por Dreamfinder às 23:10

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Sábado, 23 de Junho de 2007

DIA NACIONAL DA FRUTA

 

A iniciativa da Compal é original e interessante: conseguir criar um Dia Nacional da Fruta. Na verdade, e com a enorme panóplia de dias nacionais que existem actualmente, porque não criar também um dia da fruta? Se isso também servir para sensibilizar a população para a importância do consumo regular e variado de fruta, melhor ainda: vamos então contribuir para criar um Dia Nacional da Fruta.

Basta ir a http://www.diadafruta.pt/ e assinar a petição. Porque não?

 

publicado por Dreamfinder às 21:03

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

CUIDADO COM OS SOLÁRIOS

 

A beleza é, certamente, uma das inquietantes preocupações de muitas mulheres, particularmente nesta altura do ano. Todas queremos um bronzeado invejável, nem sempre fácil de conseguir mesmo com idas regulares desde cedo à praia. A solução que muitas mulheres encontram é dada pela modernidade: os solários.

Ir ao solário, mais do que um acto desesperado de se bronzear, tem ganho uma conotação de social, "chique", um verdadeiro evento digno de pessoas com classe.

Mas será que essas pessoas têm consciência de que a factura a pagar vai muito além daquela mais imediata?

Uma sessão de solário pode costar entre 5 a 10 euros se durar no máximo 10 minutos. O problema é que a tendência é o solário tornar-se um verdadeiro vício para quem adora o resultado bronzeado, podendo tornar-se bastante mais dispendioso. O principal preço, esse é pago na factura da Saúde.

A maioria dos utilizadores pertence à faixa etária entre os 18 e 30 anos e, parecendo mais ou menos incrível, o número de utilizadores do sexo masculino tem aumentado significativamente. Ao que parece, o bronze é mais um dos itens de beleza que já não preocupa nem escraviza apenas as mulheres.

 

Mas o que tem o solário de milagroso? Na verdade? Nada. Estas máquinas emitem radiações ultravioletas, cuja exposição aumenta o envelhecimento precoce da pele e aumenta também exponencialmente a probabilidade de desenvolver cancro de pele. Também os olhos podem ser afectados com esta tendência, que aumenta o risco de desenvolver cataratas.

O que é certo é que nem todas estes riscos parecem demover os utilizadores, que devem usar, nas suas idas ao solário, um creme protector, óculos protectores e, ainda, terem cuidado com o tempo de exposição e com a eventual interferência desta exposição com fármacos que possam ter tomado. O número de pessoas a frequentar solários no nosso país tem aumentado. Os solários portugueses, no entanto, não permitem a entrada a jovens com menos de 18 anos nem a mulheres grávidas.

Todos os anos surgem, em Portugal, dez mil novos casos de cancro da pele. O melanoma maligno, que é o mais perigoso, regista cerca de 800 novos casos todos os anos e atinge sobretudo adolescentes e os adultos mais novos.

Apesar das inúmeras campanhas de prevenção nesta área, ainda há muito a fazer. É importante a sensibilização das pessoas para os inúmeros riscos da exposição, tanto ao sol natural, como a este tipo de solários que emitem radiações UV, e também motivá-las de forma a que não hesitem em consultar o médico, já que o diagnóstico precoce aumenta o sucesso do tratamento.

O aumento dos utilizadores de solário será, a longo prazo, significiativo para o aumento do número de casos de cancro cutâneo. Uma média de 30 sessões por ano equivalem, em termos de malefícios, a 100 escaldões. Da mesma forma, apenas 10 sessões aumentam 8 vezes a probabilidade de um indivíduo desenvolver cancro da pele.

O solário veio para ficar, mas uma coisa é certa: os seus utilizadores correm grandes riscos de virem, literalmente, "a sofrer na pele" os efeitos desta nova tendência.

 

publicado por Dreamfinder às 14:42

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Sábado, 16 de Junho de 2007

CORDÃO UMBILICAL - UM SEGURO DE VIDA?

As células estaminais têm sido um dos focos de atenção dos investigadores a nível mundial.

Em Portugal funcionam 5 bancos privados de criopreservação de sangue do cordão umbilical.

O processo envolve várias fases. Primeiramente, os pais que desejem proceder a esta conservação pagam o kit de recolha de sangue devidamente esterilizado (100-125 euros) que é levado para a sala de partos. O médico obstetra responsável pelo parto faz a recolha do sangue. Depois são os pais que recebem a amostra e ficam responsáveis pelo seu encaminhamento para o banco de criopreservação.

A conservação por criopreservação só é possível depois de diversas análises a esta amostra de sangue, com a finalidade de constatar o estado da amostra recolhida e proceder à contagem de células estaminais. É necessário um mínimo de 10000 células, número que geralmente é conseguido com a recolha de cerca de 30mL de sangue. Em caso de número insuficiente de células, a empresa contacta os pais revelando a impossibilidade de proceder à conservação.

Se se reunirem todas as condições necessárias à conservação do sangue, os pais são informados e procede-se então ao processo de criopreservação, cujas baixas temperaturas fazem cessar todos os processos biológicos, permitindo assim a conservação.

Os bancos de criopreservação oferecem a escolha de contratos de 20 ou de 25 anos de conservação, que ao fim desse tempo pode ou não ser renovado. O serviço completo pode custar entre 900 a 1250 euros, consoante o contrato escolhido. Em caso de não renovação, é dada autorização para a destruição das células.

Normalmente, o uso das células é para o próprio. Mas pode eventualmente servir para utilização heteróloga, para um irmão, embora a compatibilidade seja claramente reduzida.

As células estaminais são pluripotenciais, ou seja, são células indiferenciadas que podem ser transformados em todos os tipos de tecidos do corpo humano. Tudo depende depois da capacidade de indução técnica através de estimulação própria que promova a diferenciação destas células.

Têm sido desenvolvidos inúmeros estudos com base nas células estaminais para combate de doenças tão comuns como o cancro, diabetes, alzheimer, esclerose múltipla e para a produção de tecidos lesionados ou de órgãos (coração, fígado).

Um caso de sucesso foi vivido no Instituto Português de Oncologia, em que se procedeu ao transplante de células estaminais de um cordão de um rapaz para combater a leucemia agressiva da irmã Inês (3 anos). Este sucesso ganha uma dimensão ainda maior se tivermos em conta que não havia uma compatibilidade completa e que as células tinham uma elevada percentagem de contaminação por células maternas.

O transplante de células estaminais oferece inúmeras vantagens, particularmente em casos de leucemias, doenças metabólicas, doenças do sistema imunitário, … Relativamente aos transplantes de medula óssea, as principais vantagens relacionam-se com as exigências de compatibilidade. São possíveis maiores diferenças de compatibilidade em células estaminais, já em transplantes de células da medula óssea a exigência de compatibilidade tem de ser muito maior, devido ao maior conflito imunológico.  

No entanto, enquanto que nos transplantes de medula óssea o maior problema é a rejeição das células pelo sistema imunitário do doente, que assim rejeita os enxertos; nos transplantes de células estaminais pode ocorrer uma outra situação: doença do enxerto contra o hospedeiro, ou seja, nesta caso são as próprias células estaminais que “atacam” o doente que as recebe.

Foi isto que aconteceu a uma criança à qual foi diagnosticada uma leucemia. Os pais, depois de informados acerca das vantagens e desvantagens dos transplantes de medula óssea e de células estaminais, optaram pelo transplante com células plutipotenciais. Dias depois do transplante, a criança parecia estar a reagir bem, mas de repente começou a desenvolver febres muito altas. Tinha desenvolvido a doença do enxerto contra o hospedeiro. Vários órgãos começaram a entrar em falência e a criança acabou por não resistir.

Outra das limitações deste método é o reduzido número destas células presentes no sangue do cordão umbilical, o que apenas favorece o transplante em crianças. Esta limitação está a tentar ser combatida, através do estudo de três vias diferentes: a multiplicação de células em laboratório; a combinação de transplantes – transplante haploidêntico e transplante do sangue do cordão; e a via mais promissora que é a da utilização de mais do que um sangue de cordão umbilical (dois ou três dadores diferentes), na qual se verifica um grau de colaboração entre elas, embora no final só um é que vença.

Ainda só se conhece um caso de sucesso de autotransplantação de células estaminais.

Actualmente, cerca de 28000 pessoas já têm sangue do cordão umbilical conservado no nosso país. Apesar de ser importante a criação de um banco nacional de dadores de células estaminais esta é apenas mais uma das despesas para um SNS com muitas outras falhas prioritárias.

Em Portugal falta informação mais clara dada por estes bancos privados, falta legislação para controlar a actividades destes bancos.

São cerca de 5000 as grávidas que procuram todos os anos estes serviços.

 

Apesar das promissoras e variadas aplicações que a evolução da Medicina parece reservar às células estaminais do cordão umbilical conservadas, a falta de resultados consistentes é ainda uma inquietante certeza. Resta acreditar na ciência e nas enormes soluções que ela nos poderá trazer. É um risco dispendioso e incerto, mas simultaneamente uma aposta que poderá salvar vidas.

Nota: baseado em "Uma Viagem pelo Cordão da Vida" - reportagem emitida pela TSF

publicado por Dreamfinder às 12:22

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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

NOVA DESCOBERTA GENÉTICA

No maior rastreio genético de sempre, realizado por um conjunto de investigadores constituído por 50 equipas de todo o Mundo, o Wellcome Trust, foi analisado todo o genoma de dois mil pacientes para cada uma das doenças e o de três mil pessoas sãs.
Os resultados foram publicados esta semana na revista científica norte-americana Nature. Mostram que, por exemplo, numerosos genes influenciam a predisposição para doenças bipolares, mas que cada gene tomado individualmente representa um risco muito pequeno para esta doença (à qual dedico um post neste blog) que afecta 100 milhões de pessoas pelo Mundo. Outro exemplo, um único gene duplica o risco de uma crise cardíaca em 20 por cento dos doentes que tenham duas cópias desse gene.
Entre outras descobertas, os investigadores encontraram uma ligação entre duas doenças aparentemente sem nada em comum: a diabetes tipo I (a menos frequente) e uma doença inflamatória do intestino, a doença de Crohn - um único gene, baptizado "PTPN2", que está envolvido na regulação do sistema imunitário. Também a hipertensão arterial, doença coronária, artrite reumatóide e diabetes tipo II foram outras das doenças-alvo deste estudo.
Uma investigação importante que abre caminho a melhores diagnósticos e a novas formas de tratamento, mais eficazes e personalizadas. Mas, alertam, nem tudo está nos genes. Há numerosos factores exteriores, como os estilos de vida (passíveis de serem modelados por cada um) ou o ambiente, que interferem no estado de saúde dos indivíduos, pelo que a prevenção continua a ser "o melhor remédio".

publicado por Dreamfinder às 20:46

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Sábado, 9 de Junho de 2007

ABORTO, A SAGA CONTINUA

Alguns meses após aprovada a lei confirmam-se os receios de muitos... Até que ponto tem o serviço nacional de saúde capacidade para responder com os meios adequados à legalização do aborto ou, se preferirem o esforçado eufemismo: IVG - interrupção voluntária da gravidez?

Vários problemas se colocam. Na verdade, o tom orgulhoso com que as vozes pelo sim ao aborto se ergueram durante a campanha para o referendo não correspondem, muitas das vezes, à verdade... Ou seja, poucas são as mulheres capazes de assumir que já fizeram um aborto, pelo que o anonimato desta prática tem sido uma das problemáticas levantadas. Uma coisa é certa e, segundo garante o director-geral de saúde, as mulheres só poderão fazer um aborto num hospital da sua área de residência. Além da questão do anonimato que não deveria assustar estas mulheres que com tanto orgulho se mostram a favor do aborto, há uma outra questão: os meios disponíveis para fazer cumprir a lei.

Os hospitais terão de ser munidos de equipamento próprio e, além disso, são necessários profissionais especializados. Será que todas as mulheres terão igual direito a fazer um aborto? Ou será que depende da sua área de residência e dos meios disponibilizados no hospital da mesma?

Uma coisa que me agrada particularmente é o número de médicos que se mostra contra a prática do aborto. Lembro-me de ter vibrado, dias antes do referendo, com o emocionado discurso do Dr. Francisco Gentil, a favor da vida humana e contra o aborto.

Logo, não posso ficar indiferente à notícia publicada pelo Jornal Público que revela que a maior parte dos médicos do serviço de Obstetrícia do Hospital Santa Maria se tem manifestado contra a prática de abortos. Assim, cerca de 70 a 80% dos 34 especialistas e 16 internos que trabalham neste serviço vão invocar o estatuto de objector de consciência para não praticaram IVGs.

Aquele hospital, que é quase como uma casa, depois de um ano de "visitas diárias" e, sobretudo, porque mais 5 anos por lá se adivinham, pelo menos está sempre a surpreender-me... com boas notícias.

 

publicado por Dreamfinder às 12:29

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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

TRANSPLANTES DESPERDIÇADOS...

As listas de espera para transplantes continuam a aumentar em Portugal, não tanto por falta de dadores, mas por dificuldades na colheita de órgãos. Apenas metade dos 42 hospitais autorizados o fazem com regularidade, o que leva a que muitos órgãos se percam. Por exemplo, a falta de disponibilidade de recursos humanos no Hospital de Santa Marta (Lisboa) leva a que este hospital chegue mesmo a "doar órgãos a Espanha".
A colheita de órgãos no ano passado correu melhor do que em 2005, mas ficou aquém das expectativas de milhares de portugueses à espera de um órgão. Na Europa há mais de 40 mil doentes em listas de espera, cenário que esteve na base de um polémico reality show na Holanda. No programa, uma "suposta" doente terminal teria de escolher a quem iria doar os seus órgãos. O que é certo é que o programa virou, durante alguns dias, todas as atenções para o problema das listas de espera dos transplantes e para a angústia vivida pelos doentes que esperam um órgão. É importante sensibilizar o mundo para esta realidade. Todos os dias morrem cerca dez europeus por falta de órgãos. A taxa de pacientes que morrem à espera de um transplante de coração, fígado ou pulmão ronda os 15 a 30%.

Muitas vezes, perdem-se potenciais colheitas de órgãos porque os dadores não são identificados atempadamente. Por vezes morrem na Unidade de Cuidados Intensivos e nem se chega a saber o seu potencial. Quem faz o diagnóstico, um neurocirurgião ou neurologista, não sabe atempadamente se o dador teve morte cerebral, condição para fazer a colheita. O diagnóstico de morte cerebral "falha mais", mas há outras limitações estruturais, como a necessidade de camas, a falta de recursos humanos e de preparação das colheitas. Muitas vezes, só se fazem diagnósticos quando o doente está ligado ao ventilador.

Em 2006, foram efectuados 1457 transplantes em Portugal e só 452 de córnea. Com dadores vivos, foram realizados 38 transplantes de rim e dois de fígado. As listas de espera por um rim chegam a três anos; seis meses para fígado e coração; nos pulmões, pode chegar a um ano.

De acordo com dados da Organização Portuguesa de Transplantação, foram efectuadas 201 colheitas, resultando num total de 590 órgãos (rim, fígado e coração) recolhidos na maioria em cinco hospitais centrais. O número de córneas em 2006 ascendeu a 283, o que é inferior a outros anos. A colheita de pulmões não faz parte das estatísticas de colheitas, mas de transplantes, que foram apenas dois em 2006. Apesar de haver um programa de intercâmbio entre Espanha e Portugal, o responsável frisa que "há três a quatro casos por ano de colheitas feitas por técnicos espanhóis por não haver hipóteses de a equipa realizar o transplante em tempo útil".
Se em cada ano as estatísticas flutuam, o certo é que Portugal está longe de Espanha. Todos os anos o nosso país desperdiça cerca de meia centena de transplantes.

 

Para quem espera por um órgão, pode revelar-se tarde demais...

publicado por Dreamfinder às 09:13

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